NY capa

A encalhada

– “Faz um blog”.

– “Por que você tá me falando isso?”

– “Porque você tem que ter um blog – as pessoas querem ler o que você escreve, vão poder comentar, conversar com você”.

– “Mas e o facebook? A gente pode fazer isso no facebook”.

– “Não, é diferente, você vai ver”.

Durante esses últimos anos esse papo se repetiu com pessoas diferentes sem que eu me animasse a tomar essa iniciativa. Mas acordei decidida: vou ter um blog. Pronto, está resolvido. Afinal, não é isso que eu faço todo o tempo? Uma ida ao supermercado – e vou mais de uma vez por semana – mesmo que seja para comprar uns poucos itens, me toma uma hora porque fico lá ouvindo um ou outro funcionário me contar do iphone roubado no ônibus quando voltava para casa ou da sua dúvida se compra outro ou se guarda o dinheiro para fazer um negócio com uma casa lá no bairro.

No aeroporto é a mesma coisa. Viajando há anos duas vezes por semana pelos mesmos 3 aeroportos, é impensável chegar na “casa” deles e não cumprimentar, saber como estão, ouvir seus problemas, suas dúvidas, alegrias e celebrações. Sou uma matraca, uma tagarela, seja na minha dentista, médico ou academia – onde, não raro o William, meu professor, tem que desligar o botão da falação e me lembrar que estou ali para treinar. Mas na verdade eu sou é curiosa; gosto de escutar, de observar as pessoas, saber como elas estão vivendo suas vidas – com ou sem problemas, com ou sem amores, dores ou até predadores psíquicos, que é aquele tipo de pessoa que tira nosso sangue ou seiva sem que a gente sequer se dê conta. Na época em que eu fazia a faculdade (de Psicologia) ia à praia e ficava ali escutando as conversas dos vizinhos da areia – hábito que mantenho até hoje, mas a legião dos ambulantes gritando dificulta bastante minha tarefa.

Julia e Marcia NY“Your mom is very funny”, disse a vendedora da Victoria Secret’s para minha filha em Nova York. Era assim em todo lugar que nós entrávamos. Comprar uma simples mala tomou quase três horas do nosso tempo porque, enquanto a Julia escolhia, eu conversava com entusiasmo recíproco com uma nova-iorquina, crítica ferrenha do consumismo, adepta de uma alimentação e de uma vida saudáveis, uma espécie de militante do meio-ambiente que me contava sobre o trabalho que há anos vem desenvolvendo na África para onde já estava voltando no dia seguinte por não suportar o espírito natalino/consumista dessa época do ano na cidade. Falei sobre o então recém-acontecido caso de Mariana, no Brasil, do trabalho do Gabeira (Fernando Gabeira) que a deixou muito interessada, saindo de lá com o nome dele devidamente anotado.

Nessa mesma temporada, logo na chegada em Nova York e depois de ir com a Julia – e as malas – direto do aeroporto para a loja da Apple na 5ª Av. -, fomos para a Penn Station tomar o trem para Providence. Lá o Beto, meu irmão, estaria nos esperando com meu sobrinho. Evidentemente, logo ao entrar no trem – lotadíssimo, porque era antevéspera do Thanksgiving -, não conseguimos lugar para sentar juntas. No banco que escolhi já havia uma moça de uns trinta e poucos anos e não demorou muito para que engrenássemos uma conversa muito gostosa. Ela é de Boston (para onde o trem seguiria depois de Providence) e mora em Nova York onde trabalha com jovens universitários de vários lugares do mundo na Fundação Clinton. Ali mesmo nos tornamos “amigas” no facebook e essa semana ela postou a foto do ex-presidente (Clinton) cumprimentando-a e rindo com ela numa festa da Fundação. Curti e comentei, claro. Combinamos também fazer aquela troca de casas – enquanto ela vem ao Brasil para ficar na minha casa eu vou para a casa dela em Nova York. Tentamos voltar no mesmo trem para Nova York e continuar a conversa, mas nossos bilhetes eram para horários diferentes.

Assim, dessa maneira inteiramente informal e aleatória eu acabo colhendo pérolas, histórias* que ficam cutucando minhas ideias e me levam a pesquisar sempre mais sobre esse tal ser humano e suas paixões, suas emoções, sua razão, seus vínculos, suas relações. Aqui vai uma delas:

– “Minha boca já está em estado de decomposição”, lamentou a moça de uma lanchonete do Santos Dumont que faz parte do meu roteiro.

– “Por que, criatura? Do que você tá falando?”, respondi.

– “Porque eu já tô há dois anos sem beijar você acredita?”

– “E esse bando de gente que passa por aqui todo dia? E todo esse pessoal que trabalha nesse aeroporto?”

– “Pois é, menina, não sei mais o que eu faço. Um monte de gente né? Mas não consigo nada, fiquei encalhada”.

Caí na gargalhada e perguntei: “Como assim, encalhada? Quantos anos você tem?”

– “21”

– “Você tem 21 anos e tá se sentindo encalhada?”

– “Isso, tô velha né? Não tem mais jeito, eu sou mesmo uma solteirona”.

Essa conversa ficou na minha cabeça. O fantasma da “solteirona” assombra muitas mulheres na já quase segunda década do século XXI. E isso está longe de ser um sentimento nacional, como mostra o livro publicado ano passado por uma jornalista americana: “Solteira: levando a sua própria vida” (“Spinster: making a life of one’s own”). A edição online de um jornal inglês pergunta para três escritoras: “É possível ser uma solteira feliz?”.

A moça do Santos Dumont não está sozinha, não é? Vergonha e culpa são os sentimentos que vêm no pacote da solteirice – da mulher. O homem é outra história. Mas ambos me fazem pensar em um terceiro sentimento: o medo da solidão – será que é ele que nos empurra para o amor?

*Leitores do post anterior chamaram a minha atenção para o desuso da palavra “estória”. Na medida do possível vou tentar seguir aqui as novas regras de um “acordo” que, conforme o colunista Ruy Castro na sua coluna deliciosa de agosto de 2015, Mãe Galinha  (Folha de SP), foi feito sem consultas aos escritores e ao qual ele não aderiu. E conclui sua análise interessantíssima dizendo: “Continuo escrevendo lingüiça e, se quiserem, me corrijam”.

Publicado por

Marcia Neder

Marcia Neder é psicanalista com Pós-doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP, pesquisadora e autora de vários artigos e livros. Seus últimos livros publicados são: "Os filhos da Mãe" lançado em maio pela Editora Leya/Casa da Palavra e "Déspotas mirins: o poder nas novas famílias" (Editora Zagodoni).

48 comentários em “A encalhada”

    1. Que bom, Ana Paula! Os visitantes assíduos pegam logo o tom do papo e o fio da meada. Muito bom, te espero. Um beijo.
      PS: vou sim visitar o seu, não sabia que você tinha um. Vou lá.

      1. Ana Paula, tô testando aqui o novo recurso: quando respondo seu comentário você recebe a notificação por e-mail. Quero saber se tá valendo também pros comentários antigos. Recebeu?

    2. Welcome Márcia! Muito bom saber que podemos aprender com você nessa recíproca da vida, nesse cotidiano. Sobre a solidão, confesso que gosto dela, me ocupo muito, penso que esse sentimento, veio com a minha facilidade em me adaptar nas mudanças! Bjks

      1. tô testando aqui o novo recurso: quando respondo seu comentário você recebe a notificação por e-mail. Quero saber se tá valendo também pros comentários antigos. Recebeu?

  1. Adoro suas estorias … Ou é histórias… Principalmente quando contam sobre viagens. Lembrei da loja da Apple… Quando começo a falar sobre minhas aventuras mundo afora, pareço uma matraca… As vezes me perco se já contei a história para a pessoa ou se estou repetindo… Você sempre aparece na minha casa e eu nunca estou… Precisa me avisar para tomarmos um café…

    1. Phillip, e eu querendo ouvir as suas estórias/histórias… Sua coleção de tipos humanos observados nos seus vôos, com uma ironia e uma acuidade tão suas, me ajudam muito a compor uma galeria da humanidade. Eu que queria tanto que você as contasse num livro … agora, quem sabe, vamos retomá-las aqui. E sim, quando você estiver em terra firme e na sua “casa” nós vamos tomar nosso café. Um beijo e volte sempre.

      1. tô testando aqui o novo recurso: quando respondo seu comentário você recebe a notificação por e-mail. Quero saber se tá valendo também pros comentários antigos. Recebeu?

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    1. Querida, sugere um ou uns temas prá eu desenvolver a partir da sua própria experiência? Na minha experiência os conflitos nos relacionamentos amorosos, as dores, superações e exigências parecem os mesmos. O que você acha? Pode ser? Tô esperando você.
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  2. Que bom que não está encalhada e nos brinda com sua escrita! Concordo com você, acho mesmo que o amor é uma saída frente à solidão ou ao desamparo do existir : do nascer e do morrer. Um beijo cheio de saudade!

    1. Marisa querida, taí uma grande questão que tenho e continua em suspenso. Acho uma delícia a aventura da solidão… Quanto ao desamparo de existir… bem, acho que penso mais no amparo que encontramos quando existimos. Viu só? Era sobre isso que achei que começaria a escrever, mas ainda não chegou a hora. Um beijo.
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  3. Marcia queridaaa, adorei !!! Enxerguei voce falando e rindo…. Muito gostoso de ler!!!❤️❤️

    1. Que bom pirralhinha! Um beijo.
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  4. Márcia, adoro o jeito informal que vc escreve seus causos deliciosos. VC me deu uma ideia, acho que tb vou fazer um blog!!bj

    1. Obrigada, Carmen, sinto grande prazer em escrever meus causos também, deve ser por isso!
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  5. Querida Marcia,

    que delícia de história (também já fui corrigida, no passado…).

    Sabe, essa coisa do “encalhada” me faz pensar nas palavras, sempre elas.

    Segundo o dicionário, encalhar significa, dentre outras coisas:

    transitivo direto e intransitivo
    apoiar diretamente (quilha de embarcação) no fundo do meio em que flutua ou em algum obstáculo.
    “e. o navio no banco de areia”

    No caso da mocinha de 21 (ahhhh, meus 21….) e em tantos outros encalhamentos, são os nossos grilos na cuca os autênticos obstáculos que nos impedem de singrar bem os mares da vida (bem sozinhas ou bem acompanhadas).

    Encalhar dá a impressão de estagnação e de que se desistiu da maior aventura de amor de todas, que é amar a si mesmo.

    Escreva, Diva, mais e mais!!!!!! Estou certa que todos nós viajamos bem acompanhados por aqui!

    Cristiana

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      1. Recebi e já pedi ao seu blog, que é uma pessoa inteligente, para me enviar seus posts. KKKKK! Que amo! Beijo e quero muito te ver. Quando estiver aqui, é lógico! Beijo

          1. Vou é espalhar! Você não precisa de ajuda. As pessoas é que necessitam ler coisas boas nestes malfadados tempos de inglória mental e emocional. Aliás, sou toda orelhas. Pode me contar onde arranja tanto assunto bom?

  6. Adorei sua maneira espontânea e fácil de escrever!! Genial seu blog! Falar de coisas simples e tão cotidianas de todos nós!! 10!!!

    1. Essa é a ideia, Carlinha! Obrigada pela força. Um beijo.
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      1. Tenho notado essa diferença de timing mesmo – e de possibilidades. O blog oferece um campo de trocas, de aprofundamento, de aproximação que o facebk não permite e cada vez mais permite menos, reduzido a aprovações (likes). Tão diferente de uma boa conversa onde não importa se nosso interlocutor concorda ou discorda: basta que nos escute e que possamos escutá-lo. Um beijo.
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  7. MInha amiga, já disse em sua página no facebook que seu texto é instigador e provocador. Simplesmente… gostoso de ler. Você é ótima! Amo e amo seus escrivinhamentos. Beijo e… por favor, continue….

    1. Keiloca, isso é bom e continuo sim – “me dê motivos” … como diria o Tim Maia. Beijoca.
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    1. Obrigada Claudia. Venha sempre. Um beijo.
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  8. Marcia,
    que delicia de texto, passeia pelo cotidiano “desse tal ser humano”.
    Seu blog já se mostra leve, direto, com humor. .. e inquieto. Você!
    Saudades dessa matraca, Bj

    1. ahahah pois é, Teresinha. Nada como uma folha em branco prá aguentar essa matraca! Gostei da foto que você fez de mim aqui, obrigada!!! Um beijo.
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  9. Por que será que não me causa nenhum espanto ao ler seus textos? Inteligente e ágil na escrita e na fala ! Grande beijo.

    1. Será que tão ágil como vocÊ? Um beijo.
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  10. Gostei muito do texto. Também gosto do dia a dia das pessoas, embora “socializar” não seja muito o meu forte. Mas ainda assim gosto de ouvir pessoas, pois pessoas gostam de ser ouvidas. Muita gente só quer atenção e ser notado.
    Conversar e ser notado por você é muito bom e hoje em dia não me sinto mais “analisado”….heehehehe

  11. É ótimo tê-la aqui! Realmente penso que o timing do blog é diferente daquele do face, particularmente prefiro o do blog. Sigo te acompanhando cheia de carinho, admiração e saudade! Beijos

    1. Isso aí, Thaís: “foi maravilhoso, bem gozado, pronto aconteceu, passou” – embora tenhamos transformado isso em uma love story, certo? Daí tanto sofrimento.
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  12. Hahahahahahahaha Marcia, eu adoreeeeei o nome do seu blog! Amores gozados é mesmo genial. Acho que os amores tem um pouco isso do gozo, “foi maravilhoso, bem gozado, pronto aconteceu, passou” E talvez o grilo da moça de 21 não seja exatamente a questão “encalhamento”, mas a angústia do intervalo entre um gozo e outro. Como diz o Rubem Alves, o amor quando chega é felicidade “sem fim”, e quando acaba é a coisa mais triste, pôr de sol…

    1. Isso aí, Thaís: “foi maravilhoso, bem gozado, pronto aconteceu, passou” – embora tenhamos transformado isso em uma love story, certo? Daí tanto sofrimento.
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  13. Amiga querida, sabe o que mais gostei desse texto? Foi que mesmo se eu o lesse como de autoria desconhecida, teria imediamente a certeza de que foi você quem o escreveu. Tem a sua cara , o seu jeito , seu humor, inteligência e leveza. Ótimo ! Por favor, não me deixe esperando muito tempo pelo próximo. Beijos

    1. É muito bom ser reconhecida assim depois de tantas décadas e apesar de ter mudado tanto! Não é esquisito? Obrigada. Um beijo.
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  14. Márcia
    ,adorei seu texto….capaz d nos fazer refletir e nos remeter à estória….fazemos parte desse universo….continue nos presenteando com o seu talento e conhecimento

    1. Oi Marcia gostei. Demais do teu texto .Sou amiga da Miriam e conheci o teu blog através dela .
      Adorei e vou seguir sempre
      Muito gostoso de ler e assuntos interessantes!
      Bj

    2. Essa é a ideia Angela… Obrigada, um beijo.
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  15. Desculpe Marcia mas coloquei meu comentário no lugar errado .Mas acho que vc vai conseguir ver !
    Mas adore teu blog , achei demais , bom de ler e assuntos interessantes.
    Sou amiga da Miriam e foi através dela que conheci
    Um bj

    1. Oi Glaura, vi sim seu comentário, sem problemas. E fique à vontade prá me sugerir assuntos. Um beijo e obrigada.
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    1. Que bom, Bia, que veio me visitar. Continua – na seqüência você vai adorar o último. E pode contribuir muito trazendo temas e discussões porque você está num país em que essa questão das relações homens/mulheres e do feminismo tem uma especificidade legal; diferente dos EUA. Espero mais visitas.
      Um beijo.

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